Peço licença aos meus amigos distróficos, mas hoje o assunto é com a galera da Maromba! Mas vocês não precisam sair, peguem uma cadeira e se acomodem bem aqui pertinho, mas cuidado!!... Só de ouvir as histórias podemos fadigar, rsrsrsrs.
Brincadeiras a parte, vamos ao que interessa ;)
Fazer exercício físico é muito importante para todas as pessoas, e por que não incluir nisso as pessoas com deficiência física? Seria muito utópico falarmos de um cadeirante ou um rapaz com sequelas de paralisia cerebral fazerem musculação?

Os professores de educação física nem sempre estão treinados para atender um público, de certa forma, carente de atenção e que necessitam de apoio para algumas atividades na academia. Os aparelhos necessitam ser adaptados ou, de alguma forma, fornecer um exercício de qualidade para o deficiente dentro do grupamento muscular a que ele foi projetado.
Em motivo de tamanha discussão sobre o assunto resolvi trazer ao blog dois depoimentos de amigos muito queridos...;)
- Marcos Alexandre Cerqueira, Salvador/Ba, 34 anos, formado em administração pela faculdade 2 de Julho, consultor em gestão de pessoas com deficiência.
"Comecei a praticar atividades físicas em academia no mês de
abril/2011 por indicação médica e de fisioterapeutas, este último profissional foi
meu cunhado, que também pratica musculação.
No começo o objetivo era melhorar a minha marcha, visto que
tenho sequelas de paralisia cerebral do tipo espastica devido a falta de
oxigenação no momento do parto. Demorei para sair por método normal e fui
puxado forcéps, todavia o feto (eu) estava muito alto no ventre materno o que
dificultou o parto e a oxigenação do mesmo, nascendo roxo sem oxigênio.
Resultado paralisia cerebral, mas com anos de fisio/hidro/equoterapias e terapias
ocupacionais creio ter me recuperado 70-80%.

No começo eu praticava poucos exercícios, nem conseguia
caminhar na esteira, só podia pedalar em bicicletas ergométricas,
pegar ou levantar poucos pesos. Sempre acompanhado de perto por um
profissional.
Hoje passados 2 anos que iniciei a musculação
tive melhora na marcha, controle da espasticidade, diminuição a níveis quase
zero das dores lombares, já consigo caminhar na esteira sem auxílio, levantar
pesos e executar vários movimentos em diversos aparelhos, determinado e
supervisionado pelo professor Alisson Cerqueira, meu instrutor.

Além das atividades denominadas treinos, que duram de 15 a
30 dias (sessões) variando de 1 a 2 tipos por sessão, determinada sempre pelo
instrutor, faço alongamentos que melhoraram a flexibilidade, aulas de swing
baiano (dança) cujo objetivo no meu caso é trabalhar a coordenação motora e
autoestima. Esta aula de dança no começo tinha vergonha de fazer pela minha
falta de coordenação, descompasso. Me afastei por alguns dias sendo chamado de
volta pelo professor sob a alegação de minha presença servir de motivação a
outros alunos e aumentar a presença de pessoas nas aulas.
Alguns alunos chegam a duvidar quando digo que tenho
paralisia cerebral, pensam que tive um AVC- acidente vascular cerebral, devido a
falta de informação sobre paralisia cerebral e mitos existentes sobre as pessoas
com essa lesão que ocorre no sistema nervoso."
- Guilherme Carcavilla, 24 anos, de Recife-PE e Estudante de Estatística da Universidade Federal de Pernambuco.
"Decidi em ir à academia depois que passei pelo Hospital
Sarah Kubitschek, em Brasilia, pois, até então, não sabia que podia fazer tal
coisa. Demorei um pouco pra achar uma academia que fosse acessível, mas quando
achei, fui bem recebido.
Quando comecei, me perguntaram qual era o meu objetivo com o
treino. Respondi que queria aumentar minha força muscular e perder um pouco de
gordura (estava um pouco fora do peso). Tivemos que adaptar meu treino, pois
tive mielite, uma inflamação na medula, na altura da T5 à T9, e perdi os
movimentos das pernas.
No começo os pesos eram leves e precisava de ajuda, pois
tinha medo de cair dos aparelhos, mas com o tempo, esse medo passou e os pesos
foram aumentando.

Vez ou outra alguém para pra falar comigo e diz que sirvo de
motivação pra eles, pois estou sempre lá, na academia fazendo meu treino e
mostrando resultado. Fico feliz com isso e respondo que estou lá pelo mesmo
motivo que ele, por saúde e porque é prazeroso."
Os exercícios são importantes para manter os músculos com bom funcionamento ou mantê-los sempre com um aspecto bem vivo, mesmo que não tenham movimentos voluntários. Só que o mais importante disso tudo, seja a autoestima do deficiente e a sua socialização com as pessoas que frequentam a academia. A autoestima poderá ser conquistada através da simples melhora da visão do corpo, que naturalmente fica mais bonito e saudável pela prática de exercícios em um ambiente com corpos lindos e sarados. Já a socialização é autoexplicativo né? Basta conversar e conhecer pessoas novas para dar andamento a vida social e a criação de novas amizades.
Fontes:
Histórias e fotos cedidos pelos próprios autores, Guilherme e Marcos.
Combina SIMMMM!!!
ResponderExcluirMto legal a matéria!
Muito bom!!!!!!
ResponderExcluiradorei a matéria e GUILHERME VC TA DE PARABENS PELA ENTREVISTA E PELA MOTIVAÇAO NOS TREINOS. DEUS TE ABENÇOE, JOSUÉ SESC
ResponderExcluirBom eu fazia no hospital. CRER em Goiânia, existe um programa chamado agir mais saúde que realiza esse serviço de academia.
ResponderExcluirClaro q combina!!! Não só academia mas tb jogos de basquete adapatado, handebol HCR4, e tenis de rodas e de quebra faço condicionamento fisico... Sou cadeirante com sequela de polio!!!
ResponderExcluirFico muito feliz em ver que está no acompanhando sempre Ari! e logo logo eu vou pessoalmente conferir todos esses treinos. Beijos
ExcluirOla me chamo Thiago, tenho 23 anos,Tenho mielomeningocele ( uma má formação congênita da medula), moro em São Paulo (capital) e gostaria de saber se as responsáveis pelo site, conhecem ou indicam alguma academia que seja adaptada pra deficiente aqui na capital. Não sou cadeirante, apenas faço uso de muletas e goteiras. Estou 20 kg acima do peso ideal e preciso eliminar esses quilos. Também quero melhorar a parte de muscular. Agradeço desde já se puderem me ajudar...
ResponderExcluir81 989435075
ExcluirDesenvolvemos uma bicicleta ergométrica para cadeirantes que movimenta os braços e as pernas conjuntamente.
ResponderExcluirSou deficiente fisico minha lesão é a t.4, e estou atras de compra uma bicicleta desta para mim exercitar, por favor se vc sabe mim informe q agradeço demais, meu email é. jc.esporte@hotmail.com.br, meu nome Carlinhos Sitio do Quinto-Ba, aquardo resposta.
Excluirolá,
Excluironde encontro mais informações sobre a ergométrica?
Olá a todos. Aproveitando o gancho deixado pela temática da prática de atividades físicas por pessoas com deficiência, pedimos licença para a apresentar a ACADEMIA HíBRIDA.
ResponderExcluirResumidamente, a Academia Híbrida é uma linha de equipamentos para uso interno (academias) e externo (academias ao ar livre) que permite que pessoas com e sem deficiência realizem seus exercícios nos mesmos aparelhos.
Aos que desejem conhecer um pouco mais desse conceito inclusivo, aguardamos uma visita em nosso site (www.academiahibrida.com.br) ou em nossa Fan Page no Facebook (www.facebook.com/academiahibrida).
obrigado estou motivado depois que li esse blog vou tentar depois avizo
ResponderExcluirPara um cadeirante frequentar academia, é necessário pagar mais que os outros "normais"?
ResponderExcluirOlá Alexandrina, tudo bem!? Olha eu acredito que não seja legal como também não é permitido cobrar taxa extra em escolas, mas caso queiram te cobrar algo a mais questione. Acredito que o mais importante é procurar uma academia que seja registrada e que possua profissionais habilitados, pois o que mais vemos por aí são academias com pessoas que gostam de fazer exercícios mas que não possuem formação específica. Boa sorte e qualquer novidade nos avide ;)
ExcluirEu tenho deficiência e sou muito afim de fazer musculação mas tenho vergonha
ResponderExcluirEu tenho deficiência e sou muito afim de fazer musculação mas tenho vergonha
ResponderExcluirsou deficiente fisica, paralisia infantil,ando com duas bengalas, gostaria de engrossar um pouco mais as pernas,
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