
Olá Pessoal, fui convidada para toda segunda Quinta-Feria do Mês falar com vocês sobre assuntos que cercam a “ Inclusão Educacional” . Hoje será meu Terceiro post.
Depoimento Profissional.
Vou relatar brevemente um caso que fiz um trabalho de orientação aos professores que atendiam um aluno X de 9 anos de uma escola situada na Periferia de Campinas/SP, que tem Distrofia muscular de Duchenne (DMD). Uma amiga pessoal trabalhava nessa escola e me convidou para dar uma palestra e orientar a Profissional que atendia este Aluno. Confesso que me assustei com a falta de informação e preparo que me deparei. A professora se queixava que a aluno era desatento , se jogava ao caminhar e não havia se adaptado a cadeira de rodas . Orientei a profissioanal dizendo que a aluno não se joga , e que na verdade isso faz parte da perda de força muscular, que ele não deveria ser tratado de formar diferenciada dos outros alunos . A cadeira de rodas não é algo fácil de se utilzar, temos um tempo de adaptação física com ela . Todos nós da educação sabemos que o primeiro passo ao atender um aluno com necessidades educacionais especializadas é fazer um estudo de caso para evitarmos desconforto e falta de informações no atendimento , mas infelizmente me deparo corriqueiramente com esse “abandono” educacional .
O aluno x era tratado como um aluno que necessitava de adequações curriculares, quanto na verdade ele não tinha nada que comprometesse a evoluções cognitiva e educacional. É comum que alguns profissionais não consigam diferenciar as deficiências , nem todos alunos deficientes necessitam de apoio educacional especializado, no caso especifico que estou relatando, foi apenas necessário adequações arquitetônicas e de orientação a cerca da diversidade e reconhecimento dos limites individuais de cada um . Fiz um trabalho de orientação começando pelo o que era a DMD, como manipulá-lo na cadeira de rodas , adaptações do espaço dentro da sala de aula para que o aluno se locomovesse livremente dentro do ambiente e todo os estígmas que cercam a longevidade dessa deficiência. Em conversa com a mãe deste aluno, pude perceber que nem ela mesma sabia como lidar com este assunto no âmbito escolar, não sabia dos seus direitos e as possibilidades de adequações ao seu filho.
Alerto aqui a todas as mães de alunos com deficiência que cheguem na escola propondo discussões e conhecimento sobre a deficiência de seu filho , isso poderá facilitar muito o processo de adaptação do mesmo.
Obrigada à todos , até a Próxima !
~~~~~~~~~Daniela Jansen ~~~~~~~~
~~~~~~~~~Daniela Jansen ~~~~~~~~
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