
Chega um determinado momento em
nossas vidas que precisaremos da ajuda de outra pessoa para realizarmos as
atividades cotidianas, e isso não é exclusividade de pessoas com deficiência. O
avanço da idade ou até mesmo problemas resultantes de uma má qualidade de vida,
podem prejudicar a execução de atividades que até então eram simples, mas que
passaram a exigir um maior esforço. Primeiramente vou falar das modificações no
que diz respeito aos deveres e direitos, e esclarecer o que é um cuidador, os
tipos, o que fazem e dicas de como deve ser a relação entre o cuidador e o
paciente. Nas postagens seguintes vamos detalhar cada tópico e tentar esclarecer
ao máximo as dúvidas.
Os empregados passam a ter os
mesmos direitos dos demais trabalhadores, ou seja, passam a ter jornada de
trabalho fixa, direito a 13º salário, adicional noturno, hora extra,
estabilidade em caso de gravidez, FGTS, direito a 40% do saldo do FGTS em caso
de demissão sem justa causa, auxílio-creche, auxílio-família.
Todas as novas regras já passam a
valer imediatamente?
Ainda não. Elas precisam ser
aprovadas pelo Senado e serem promulgadas.
Quem são considerados os
empregadores domésticos?
São os cozinheiro(a), governanta,
babá, lavadeira, faxineiro(a), vigia, motorista particular, jardineiro(a),
acompanhante de idosos(as), entre outras. O(a) caseiro(a) também é
considerado(a) empregado(a) doméstico(a), quando o sítio ou local onde exerce a
sua atividade não possui finalidade lucrativa.
O que muda imediatamente?
A jornada de trabalho não
superior a 8 horas diárias e 44 semanais, facultada a compensação de horários e
a redução da jornada, mediante acordo e a hora extra que custará, no mínimo,
50% a mais que a hora normal. Também passa a valer a redução dos riscos
inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; o
reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.
O que ainda precisa de
regulamentação?

O que é um Cuidador? E de que tipos podem ser?
É o profissional que presta
assistência diária à crianças, bebês, pessoas com deficiência, idosos e também
ao local de convívio diário e moradia da família que é sua residência. Existem dois tipos de cuidadores:
o Formal e o Informal.
- Cuidador Formal:
Provê cuidados de saúde ou
serviços sociais em função de sua profissão, e usa seu conhecimento técnico específicos. Os cuidadores formais atendem às necessidades de cuidados de
saúde pela provisão efetiva de serviços, competência e aconselhamento, (bem)
como apoio social. Se enquadram nas categorias de enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais áreas ligadas a saúde e serviços sociais.
- Cuidador Informal:
Provê cuidados e assistência para
outros, e geralmente, este serviço é prestado em um contexto
de relacionamento já em andamento. É uma expressão de amor e carinho por um
membro da família, amigo ou simplesmente por um outro ser humano em
necessidade. Cuidadores, no sistema informal, auxiliam a pessoa que é parte ou
totalmente dependente de auxílio em seu cotidiano, como: para se vestir, se
alimentar, se higienizar, dependa de transporte, administração de medicamento,
preparação de alimentos e gerenciamento de finanças.
Quais as principais atividades de um Cuidador?
As atividades dependem muito da situação da pessoa em questão, mas basicamente elas se dividem em duas: atividades de auxílio e assistência, e atividades de companhia e ajuda.
- Auxílio e assistência:
Higiene pessoal
Leitura e conversação
Estimulação sensorial e física
Motivação da auto-estima
Controle de horário e
administração de medicação
Diabetes, pressão, etc.;
Curativos comuns e complexos
Recuperação cirúrgica em geral
e pós-parto;
Locomoção física;
Tarefas domésticas leves e
preparação rápida de refeição destinadas exclusivamente ao assistido.
- Companhia e ajuda:
Para as compras, lazer,
caminhada, passeios, viagens;
Nas atividades físicas (mediante
orientação médica e familiar);
Ida às consultas médicas e respectivos
deslocamentos.
A relação entre Cuidador X
Paciente X Família

O ato de cuidar é complexo. O
cuidador e a pessoa a ser cuidada podem apresentar sentimentos diversos e
contraditórios, tais como: raiva, culpa, medo, angústia, confusão, cansaço,
estresse, tristeza, nervosismo, irritação, choro, medo da morte e da invalidez.
Esses sentimentos podem aparecer juntos na mesma pessoa, o que é bastante
normal nessa situação. Por isso precisam ser compreendidos, pois fazem parte da
relação do cuidador com a pessoa cuidada. É importante que o cuidador perceba
as reações e os sentimentos que afloram, para que possa cuidar da pessoa da
melhor maneira possível, e que além de cuidar saiba separar estes sentimentos e ser o mais profissional possível.
O assunto é longo, e desperta várias discussões e o que queremos é justamente esclarecer as dúvidas e tornar esse convívio o mais positivo possível. Os direitos conquistados por esta classe de trabalhadores é algo justo e importante, pois assegura melhores condições de trabalho e proporciona um serviço de qualidade ao paciente. Para isso é preciso que haja um pleno entendimento de todos estes ganhos para que nenhuma das partes envolvidas nessa relação saia prejudicada. Nas próximas postagens, discutiremos outras questões também relevantes.
Beijos e inté
=)
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